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Sobre enlatados

Cerca de trinta dias atrás, quando eu, então iniciando minhas férias, pensei em fazer alguma coisa que me entretesse em casa pensei que poderia baixar algumas séries de televisão, os famosos enlatados, para assistir uma temporada ou duas.

Eu gostava dessas séries, gostava mesmo, assisti várias dessas besteiras: Seinfeld, Early Edition, Arquivo X. Mas eu não queria essas besteiras mais, meu cérebro hoje parece ser inteligente demais pra deixar eu me divertir. Então fui na grande biblioteca de futilidades do mundo, a Internet, para conseguir informações sobre séries de um nível um pouco mais alto.

Dei com os burros n’água, parece não haver entretenimento de qualidade hoje em dia, nada que alguém que não queira só “desligar o cérebro e assistir” possa aproveitar.

Sendo assim, juntando o tempo livre que me sobrou e alguma paciência resolvi fazer então uma catalogação (quase) sistemática das séries de televisão disponíveis, para que o leitor então não tenha que fazer a longa jornada que eu fiz para chegar a conclusão que os enlatados atuais, e sinceramente os antigos também, não prestam.

Com vocês a Classificação Idiota dos seriados de TV:

  • O Esquadrão Especial: Eles são os melhores no que fazem, eles são uma unidade especial criada para ir onde ninguém tem coragem, eles não seguem as regras, portanto podemos fazer roteiros esdrúxulos. Ex.: Fast Lane, Esquadrão Classe A, CSI.
  • A Síndrome de Scooby-doo:Também conhecidos como “Investigadores do Sobrenatural”, esse tipo é baseado em encontros e desencontros com seres místicos e seus poderes. Ex.: Arquivo X, Supernatural, Buffy, Lost.
  • O Plágio de Star Trek: Sem grandes comentários aqui, a falta de criatividade reina, e como nem do Star Trek original eu gosto… Ex.: Stargate SG-1, Stargate Atlantis, Firefly, Battlestar Galactica (nova).
  • O Hospital: Se você é médico pode se impressionar com os grandes feitos heróicos, se não você não tem a mínima idéia do que está acontecendo e o negócio vira um folhetim, com uns personagens chifrando os outros. Ex.: E.R. (Plantão Médico), Grey’s Anatomy.
  • O Espião: Na verdade é uma variação do esquadrão especial com um protagonista só, mas classifiquei separadamente por que suas premissas no geral são diferentes. Tratar uma pessoa é diferente de tratar de um grupo, a profundidade costuma ser maior, ao invés te um pires, seria assim tão profundo quanto um prato, raso. Ex.: Pretender, Alias, Bionic Woman, 24 Horas.
  • A Comédia de Situação: Talvez o único grupo com real potencial estético, pessimamente aproveitado por utilizar-se geralmente só do ridículo e do estereótipo. Ex.: Friends, Seinfeld, Scrubs.

Algumas séries inovam, colocando-se em duas categorias! Uau! House, por exemplo é uma mistura de O esquadrão especial e O Hospital, mas não vai muito além disso.

No espaço entitulado “Deixe um comentário” abaixo escreva sua versão chorosa e lamurienta de “maixss a série X naum é aximmm :(“

Dinheiro pra quê?

Tem uma cena no filme A lista de Schindler que mostra uma família judia no gueto de Varsóvia duarnte a invasão das tropas alemãs. A família aparentemente pobre percebe as tropas e tira da parede(?!) uma caixinha com jóias e diamantes (?!?!) e enrola em pão para engolir (?!?!?!?!?).

Esse parece ser o caso do “blogger” Navarro, do Dinheirama. O indivíduo se dedica a criar artigos sobre finanças e economia pessoal. Até aí tudo bem, não tem nada de mais. O problema é o raciocínio que se induz nesse artigo e em todos os outros no blog, de que acumular dinheiro é o grande objetivo da vida, de que você deve abdicar do que te faz feliz para acumular riquezas.

Eu discordo ativamente que o dinheiro (e o capital) deva ser qualquer coisa além de uma mercadoria intermediária pra facilitar as trocas. Discordo do mercado de bolsas, que é só um clubinho de apostadores alheios à qualquer necessidade ou função social do mercado. Discordo do sistema de investimentos bancários (se você acha injusto os juros que o banco cobra de você por que deveria achar justo ganhar juros sobre uma poupança?).

Agora, se você quiser alugar um lugar pra morar ao invés de ter um seu só por que vai ter $100.000 a mais quando estiver velho, aposentado, brocha e sem ânimo pra nada além de fotografar ums quadros na europa, eu tenho um título pra você meu caro: Avarento.

Alguém aqui já leu o “Conto de Natal” de Dickens? Um breve resumo: Scrooge é um velho rabugento e rico, que é visitado por seu antigo (e morto) amigo Marley, na véspera de natal, para lhe alertar sobre o seu estilo medíocre de vida (quem vive para acumular capital é medíocre, sem desculpas).

Scrooge(Scrooge McDuck, conhecido aqui como Tio Patinhas, foi inspirado no Scrooge de Charles Dickens. Economize você também pra ter uma piscina de moedinhas pra mergulhar quando for velhinho.)

K.I.S.S.

Pra longe daqui os adoradores de heavy metal farofa e suas bandas, o post, “inspirado” pela promoção no efetividade.net, se refere ao Princípio K.I.S.S, ou “Keep it simple, stupid!”, e às maravilhas que ele pode fazer à sua vida, sem ironias!

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Uma vez eu falei com um amigo ” ‘Tô precisando dividir uma sala em duas”, e ouvi sobre as mil e uma maneiras de dividir uma sala (com uma divisória, cortinas, usar os armários mesmo…) até interrompê-lo dizendo: “Não, vou usar uma parede mesmo”. Eu fico abismado com a resistência das pessoas a pensar no óbvio. KISS é sobre isso, é sobre fazer as coisas simples do jeito simples, e simplificar as complicadas o máximo possível. É um método eficiente para organização institucional e pessoal.

E KISS não é nova, pra falar a verdade toda a ciência está baseada no fato de que coisas simples são mais fáceis de entender que coisas complicadas. Pode parecer, por exemplo, que Mecânica Quântica é complicado, mas você não gostaria nem de ver quais são as alternativas. Dentre os cientistas KISS é conhecida pelo grandiloquente nome de Navalha de Occam.

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Tudo se baseia no fato de que se você (o estúpido referido no acrônimo) complicar as suas tarefas enquanto as realiza, vai precisar de tempo paciência para retomá-las até depois de uma parada pro cafezinho. Simplifique e daqui a anos vão continuar simples.

Vejamos um exemplo prático: sua mesa de trabalho. Algumas pessoas têm um verdadeiro inferno na mesa. E algumas realmente estúpidas acham que isso é sinal de que estão trabalhando, charme ou sei lá mais o quê. Achar algo nessa balbúrdia nem pensar.

Livre-se dessa papelada! Livre-se dos CDs, disketes, porta-objetos, dúzias de canetas coloridas, calculadoras, tudo!(Atenção especial aos bloquinhos de post-it, queime-os imediatamente na lixeira). Você vai ver que no final das contas só te atrapalhavam. KISS, só coloque na sua mesa o que você precisa com frequência. Na minha agora tem teclado, mouse, monitor, uma caneta e um copo d’água.

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E assim segue, a flexibilidade do método é lendária, de perder peso à construir foguetes passando por escrever software e economizar combustível, tudo é passível de simplificação, tente agora mesmo.

Comece a se apegar a métodos e conceitos de administração pessoal (alguém falou GTD?)e no fim de 6 meses você vai parecer um yuppie lunático compulsivo, todo colado de post-it, com uma vida engessada à agenda do palm, ganhando tempo no trabalho pra trabalhar mais.

Trabalhe com inteligência não em excesso, e “Keep it simple stupid!’

E aqui estamos nós, no princípio de tudo, com nosso primeiro post. Algumas coisas precisam ser esclarecidas antes de mais nada: 1) “Nós” é um recurso estilístico, só existe uma pessoa blogando aqui; 2) “O Idiota” é um livro de Dostoievski, verdadeira obra prima, com um titulo com a qual me identifico. Não vou dizer aqui do que o livro trata, afinal não é o objetivo desde blog, vá le-lo para entender.

Aliás, essa é uma questão interessante, do que trata o blog. Não delineamos até agora um motivo sequer pra encher a web de mais lixo.

Digamos que se trata de algo que eu escrevo porquê ninguém vai ler, como um diário, ou um caderno de idéias. Afinal, não tenho a pretensão de ser um bom escritor, nem um bom jornalista, ou um cara interessante que mereça a atenção das pessoas em geral. Há tantos blogs famosos (dividos entre bons e ruins) que eu não acredito que alguém vá ler esse, portanto posso escrever o que me agradar.

Pronto está definido o escopo, fictício leitor, se quiser volte mais tarde para ler o que me agradou escrever no dia.